sábado, 6 de março de 2010

Debate sobre COTAS no Supremo Tribunal Federal.



O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, nesta sexta-feira, um ciclo de debates sobre a reserva de vagas universitárias para estudantes negros.
Foram três dias de audiências públicas: 45 pessoas participaram, 28 falaram a favor das cotas raciais nas universidades públicas, 14 contra e três foram neutras. O desequilíbrio provocou uma reclamação do Democratas na semana passada.
O Supremo Tribunal Federal promoveu o debate porque terá que julgar uma ação do Democratas contra o sistema de cotas da Universidade de Brasília (UNB). Na UNB, uma comissão decide, por foto ou entrevista, quem pode ser classificado como negro, pardo ou branco.
O Supremo também vai julgar outra ação, contra a política de cotas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que combina dois critérios: alunos que fizeram o ensino médio em escolas públicas e a cota racial.
Mas o debate ficou concentrado na questão racial. No primeiro dia, falaram os representantes do governo, que defende as cotas. 


A secretária de Ensino Superior do MEC argumenta que essa política é uma forma de compensar as deficiências na educação básica dos negros.
“Existe uma distância histórica no campo da educação e essa distância se reproduz ao longo dos anos, quando comparamos os dados educacionais de negros e brancos. Portanto, isso esvazia um pouco a tese de que, para a inclusão dos negros, o ideal seria melhorar o ensino como um todo”, afirmou a secretária adjunta do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari. 


O senador Demóstenes Torres contestou. Ele acha mais justo beneficiar os pobres em geral, com cotas sociais, que levem em conta a renda do aluno.
“Quem é discriminado no Brasil é apenas o negro? O negro é que é o alvo de toda a discriminação que nós temos? Ou será que o nosso problema é em relação ao pobre? Ou será que o nosso problema é em relação aquele que nada possui independentemente da sua cor?”, questionou. 


Apenas uma universidade que não tem cotas foi representada no debate. O representante da UNB fez um balanço positivo de programa. “Um dados recentes mais positivos que podemos trazer para essa audiência é a média do rendimento acadêmico dos alunos cotistas, que é praticamente a mesma dos estudantes que entraram pelo sistema universal”, declarou o professor da UNB José Jorge de Carvalho. 


O médico geneticista Sergio Danilo Júnior Pena disse que não se pode diferenciar os brasileiros pelo critério de raça por causa da grande miscigenação. “Raças não existem. Cores de pele existem, mas são coisas diferentes, e não devem ser confundidas nem misturadas em nenhum tipo de discurso. Praticamente todos os brasileiros têm as três raízes ancestrais presentes”. 


A plateia, com muitos representantes de movimentos sociais, acompanhou as audiências em silêncio. Dos 11 ministros do Supremo, 2 estavam no plenário. Mas, segundo o ministro Lewandowski, os outros puderam assistir aos debates por circuito interno de TV.
A decisão sobre cotas, que ainda não tem data marcada no Supremo, será uma referência para todas as universidades públicas. 


“Não há duvida nenhuma, se o tribunal, por exemplo, chegar à conclusão que as cotas são inconstitucionais ou a reserva de vagas são inconstitucionais, isto é uma decisão que valerá para todo o Brasil, para todas as universidades públicas federais e também estaduais. Se por outro lado, chegar à conclusão que não há conflito com a Constituição, eu tenho a impressão que estará aberta a porta para que as diferentes universidades brasileiras adotem algum tipo de política afirmativa com relação aos distintos setores sociais”, afirmou Lewandowski.

quinta-feira, 4 de março de 2010

II Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita.

Nos dias 08, 09 e 10 de março a Prefeitura de Paulo Afonso através da Secretaria de Turismo e a UNEB - Campus VIII estarão realizando o II Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita.
O evento acontecerá no auditório da UNEB. Na programação estão sendo apresentados mostra de fotografias de Maria Bonita e utensílios utilizados por ela e seu grupo, palestras, lançamentos de livros e exibição de filmes e documentários sobre o instigante tema cangaço.
A amostra será aberta para toda comunidade, durante os três dias e também é destinada aos alunos das redes municipal e particular de ensino.
Na abertura da programação, dia 08, serão lançados os livros Lampiões Acesos: o Cangaço na memória coletiva, de Marcos Edilson de Araújo e MARIA BONITA – diferentes contextos que envolvem a vida da Rainha do Cangaço. Este último reúne textos de vários autores, apresentados durante o I Seminário, em março de 2009.
A organização desse livro é de João de Sousa Lima e Juracy Marques, que também assinam artigos publicados nesta edição, ao lado dos escritores Antônio Galdino, Edson Barreto e Rubinho Lima, membros da Academia de Letras de Paulo Afonso.
Para quem deseja participar do seminário, as inscrições estão sendo realizadas na UNEB e os 300 primeiros inscritos terão direito a um kit do evento.
Confira a programação, que acontecerá nas instalações do CDTA, na UNEB, Campus VIII em Paulo Afonso e participe! 
 
PROGRAMAÇÃO:

DIA 08/03/2010: 
 
8h às 17h  - Início da mostra cultural com visitação guiada dos alunos das escolas públicas e privadas e comunidade.
MOSTRA CULTURAL SOBRE MARIA BONITA:
Mostra de fotografias de Maria Bonita e seu grupo, utensílios e apetrechos usados na época e reportagens sobre o cangaço. Essa mostra será aberta a toda a comunidade, porém destinada principalmente à visitação guiada dos alunos, para que possam interagir, de forma mais crítica, com a nossa real história.
19h -
Abertura Oficial do II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO CENTENÁRIO DE MARIA BONITA com a presença de autoridades civis, militares, educativas e científicas.
• Presença da ex-cangaceira Aristeia Soares, ex-soldado da volante Teófilo Pires, Neli Conceição e João Souto, filhos do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha e dos Parentes de Maria Gomes de Oliveira, Maria Bonita: Eribaldo Gomes de Oliveira e Adelmo Gomes de Oliveira.
21h -
Lançamento do livro: MARIA BONITA – diferentes contextos que envolvem a vida da Rainha do Cangaço, referente ao I Seminário Internacional de Maria Bonita. Organização João de Sousa Lima e Juracy Marques
Lançamento do livro: Lampiões Acesos: o cangaço na memória coletiva Autor: Marcos Edilson de Araújo Clemente
21h30min - Merenda Sertaneja
22h - Apresentação Cultural 

DIA 09/03/2010:
08h - Exibição dos Filmes:
- A CASA DE MARIA BONITA (Direção Gilmar Teixeira e João de Sousa Lima).
- CANGACEIRO GATO: UM RASTRO DE ÓDIO E SANGUE (Direção de João de S.Lima).
- 70 ANOS DA MORTE DE LAMPIÃO E MARIA BONITA (Direção Antônio Galdino e João de Sousa Lima)
• Após a exibição dos filmes haverá uma mesa redonda para debates sobre os temas abordados, com a presença dos diretores.
19h- MESA I: A ESTÉTICA DE MARIA BONITA: FOTOGRAFIAS, XILOGRAVURAS, MÚSICA, CORDEL, QUADRINHOS, CÓDIGOS LINGUÍSTICOS E INTERNET.
21h - Debate. 

DIA 10/03/2010 

8h - Visitação à Casa de Maria Bonita
10h - Diálogo com os familiares de Maria Bonita
19h - MESA II: DIFERENTES CONTEXTOS QUE ENVOLVEM A VIDA DA RAINHA DO CANGAÇO. Debate.
21h - Entrega dos certificados aos participantes e merenda de encerramento. 

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pedagogia Faz Arte!

Nesta quarta-feita (03/03/2010), às 19hrs no anexo UNEB - Campus VIII - Paulo Afonso BA (antigo IEPA), venha curtir: Dança, Teatro, Folclore, Pintura, Poesia, Músicas e Comidas Típicas no evento: PEDAGOGIA FAZ ARTE!


É imperdível, contamos com a presença de todos(as)!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cinema!

Nessas férias me dediquei a assistir alguns filmes que abordam a temática étnico racial, que podem e devem ser abordados em sala de aula tomando como objetivo uma abordagem crítica tanto do papel do negro(a) na sociedade em diferentes épocas e lugares, como levar um conhecimento sobre a cultura de diferentes países que fazem parte do continente africano. É só adaptar os filmes as diferentes faixas etárias e trabalhar com a turma com criatividade!





A Cor Púrpura (en: The Color Purple), é um filme estadunidense1985, do gênero drama, dirigido por Steven Spielberg e baseado no romance epistolar da premiada escritora afro-americana Alice Walker, que trata de questões de discriminação racial e sexual.  











Men of Honor (Homens de Honra no Brasil e em Portugal), é um filme norte-americano de 2000, dirigido por George Tillman Jr., com guião de Scott Marshall Smith e banda sonora de Mark Isham.
No elenco, Cuba Gooding Jr., Robert de Niro, Charlize Theron e Powers Boothe, entre outros.










Hotel Rwanda ( Hotel Ruanda) é um filme de 2004 dirigido por Terry George e estrelado por Don Cheadle, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Desmond Dube e Sophie Okonedo.
O filme é uma co-produção da Itália, Reino Unido e África do Sul, e relata a história real de Paul Rusesabagina, que foi capaz de salvar a vida de 1268 pessoas durante o genocídio de Ruanda em 1994. Logo depois das primeiras exibições, sua história foi imediatamente comparada com a de Oskar Schindler.




Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Passou a infância na região de Thembu, antes de seguir carreira em Direito. Em 1990 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, que foi recebido em 2002.    


Titulo original: (Kirikou et la Sorcière), 1998 (França)
com direção de Michel Ocelo, gênero animação. O filme se passa na África Ocidental onde nasce um menino minúsculo, cujo tamanho não alcança nem o joelho de um adulto, que tem um destino: enfrentar a poderosa e malvada feiticeira Karabá, que secou a fonte d'água da aldeia de Kiriku, engoliu todos os homens que foram enfrentá-la e ainda pegou todo o ouro que tinham. Para isso, Kiriku enfrenta muitos perigos e se aventura por lugares onde somente pessoas pequeninas poderiam entrar.

Preparem a pipoca e boa sessão!


 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Documentário - 'Criança a alma do negócio!'

Não é difícil perceber o quanto nossas crianças, sobrinhos(as), vizinhos(as), primos(as) estão cada vez mais cedo perdendo a infância e se tornando absurdamente mais consumistas. Os brinquedos que antes faziam a alegria da molecada, como: pipa, bolinhas de gude, peão, entre outros, estão sendo substituídos por verdadeiras máquinas tecnológicas e numa velocidade incrível. Os meninos disputam quem tem o video game mais moderno, o celular mais atual, o tênis que passou na propaganda, enquanto as meninas frequentam os salões de beleza, pintam as unhas, escovam os cabelos, deixam de brincar pra não sujar a roupa nova, não tirar o salto alto, enquanto nós assistimos a tudo como se fosse algo totalmente normal.

Documentário: 'Criança, a alma do negócio'

Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? De onde vem este desejo constante de consumo? Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada.
É um documentário espetacular, traz o depoimento de crianças, pais, mães e especialistas que mostram como a mídia tem influenciado nessa atitude consumista entre crianças. Vale muito a pena cada minuto de documentário!!

<br/><a href="http://video.msn.com/video.aspx?mkt=pt-BR&vid=27ffab36-ac14-49a1-8837-d58aba319e7b" target="_new" title="'Criança, a alma do negócio'">Video: 'Criança, a alma do negócio'</a>

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Alfabetização - Emília Ferreiro

 

Emilia Ferreiro, psicóloga e pesquisadora argentina, radicada no México, fez seu doutorado na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean Piaget. Na Universidade de Buenos Aires, a partir de 1974, como docente, iniciou seus trabalhos experimentais, que deram origem aos pressupostos teóricos sobre a Psicogênese do Sistema de Escrita, campo não estudado por seu mestre, que veio a tornar-se um marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita, pela criança. Autora de várias obras, muitas traduzidas e publicadas em português, já esteve algumas vezes no país, participando de congressos e seminários. Falar de alfabetização, sem abordar pelo menos alguns aspectos da obra de Emilia Ferreiro, é praticamente impossível. 

A escrita é apenas uma técnica de transcrição de sons em letras, ou seja, um código? Um método de ensino pode ser elaborado com total independência dos processos de apropriação de quem aprende? Neste vídeo, além de responder sobre essas questões, você acompanha trecho de sua palestra sobre Alfabetização, em que ela fala sobre polêmicas improdutivas criadas entre alfabetização e letramento ou entre construtivismo e método fônico.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os diferentes Níveis no Processo de Alfabetização!

Nestes vídeos, a professora e pesquisadora Telma Weisz comenta os vídeos sobre Alfabetização inicial produzidos para o Programa de Formação de Professores (Profa).


É importante ressaltar alguns aspectos. Primeiramente, como o ensino da leitura e escrita baseado na transcrição e memorização de algumas palavras simples, método retrógrado ainda muito utilizado por educadores/educadoras nas instituições de ensino, acaba por dificultar que a criança avance e evolua de um nível para o outro. Em segundo lugar, os vídeos nos ajudam a entender e identificar algumas características dos níveis no processo de alfabetização. Por fim, nos alerta para a necessidade enquanto educadores/educadoras, principalmente o das séries iniciais, de ter conhecimento sobre os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberoski em Psicogênese da Língua Escrita, para entender o processo e as formas pelos quais a criança aprende a ler e escrever, para detectar e entender os erros construtivos característicos das fases em que encontra a criança e para saber desafiar @s alun@s, levando-@s, ao conflito cognitivo, ou seja, forçando a criança a modificar seus esquemas assimiladores frente a um objeto de conhecimento não-assimilável.


Vale a pena assistir, bons estudos!









segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Alfabetização - A importância do nome próprio.

Os vídeos abaixo além de abordarem de maneira esclarecedora sobre a importância de se utilizar os nomes próprios no período de alfabetização, mostram na prática atividades significativas envolvendo o nome d@s alun@s, que podem e devem ser trabalhadas nas diferentes etapas de construção da leitura e escrita que elaboram. Através dessas atividades, das possiblidades e problematização planejadas pel@ docente é possível ajudar as crianças a criarem novas suposições, novas questões e avançarem de um nível para outro na busca de respostas.




Obras Literárias.


Obras Literárias que mostram a resistência da personagem negra para além do enfrentamento de preconceitos raciais, sociais e de gênero, uma vez que retomam sua representação associada a papéis e funções sociais diversificadas e de prestígio. Ainda, valorizam a mitologia e a religião de matris afro, rompendo assim, com o modelo de desqualificação das narrativas oriundas da tradição oral africana e propiciando uma resignificação da importãncia da figura da avó e da mãe em suas vidas. Soma-se a isso o fato de elas serem personagens femininas negras principais , cujas ilustrações se mostram mais diversificadas e menos esteriotipadas. Elas passam a ser representadas com tranças de estilo africano, penteados e trajes variados.



*A cor da ternura, de geni Guimarães (1989);
* Rainha Quiximbi (1986) é um dos livros infantis escritos por Joel Rufino dos Santos;
*O livro de Ganymedes José, Na terra dos Orixás (1988);
*Felicidade não tem cor, de Júlio E. Braz (1994);
*Histórias da Preta, de Heloísa P. lima (1998);
*Em 2000 é lançado o livro Luana, a menina que viu o Brasil neném, de Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino;
*Gercilga de almeida expressa a força da tradição oral africana na obra Bruna e a Galinha D'Angola (2000);
*Ainda em 2000, temos A menina transparente de elisa Lucinda;
*O ano de 2001 é marcado pelo livro Chica da Silva, a mulher que inventou o mar, de Lia Vieira (2001);
*O livro Menina bonita do laço de fita, de Maria C. Machado (2001);
*A obra infantil A fada que queria ser madrinha, de Gil de Oliveira (2002);
*Em Ana e Ana, Célia Godoy (2001) inova ao nos apresentar duas irmãs negras e gêmeas idênticas: Ana Carolina e Ana Beatriz.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MITOS, LENDAS, FÁBULAS E CONTOS.

MITOS: O mito é uma forma de narrativa utilizada pelos povos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos esses componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram. Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimentos e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado. Todas as culturas possuem seus mitos. Alguns assuntos como a criação do mundo, são bases para vários mitos diferentes.


LENDAS: É uma narrativa baseada na tradição oral e de caráter maravilhoso, cujo argumento é tirado da tradição de um dado lugar. Sendo assim, relata os acontecimentos numa mistura entre referenciais históricos e imaginários. A lenda tem caráter anônimo e, geralmente, está marcado por um profundo sentimento de fatalidade. Tal sentimento é importante, porque fixa a presença do DESTINO, aquilo contra o que não se pode lutar e demostra o pensamento humano dominado pela força do desconhecido. O folclore brasileiro é rico em lendas regionais. Destacam-se entre as lendas brasileiras: "Boitatá", "Boto-cor-de-rosa", "Caipora ou Curupira", "Iara", "Lobisomem", "Mula-sem-cabeça", "Negrinho do Pastoreio", "Saci Pererê" e "Vitória Régia."


FÁBULAS: Narrativa inverossímel*, com fundo didático tem como objetivo transmitir uma lição de moral. É oferecido, então, um modelo de comportamento maniqueísta*, em que o "certo" deve ser copiado e o "errado", evitado. Caracteriza-se pela presença de animais e o uso constante da natureza para a alegorização da existência humana aproximam o público das "moralidades". Assim apresentam similaridade com a proposta das parábolas bíblicas. A proposta principal da fábula é a fusão de dois elementos: o lúdico e o pedagógico. As histórias ao mesmo tempo que distraem o leitor, apresentam as virtudes e os defeitos humanos através de animais. Acreditaram que a moral, para ser assimilada, precisava da alegria e distração contida na história dos animais que possuem características humanas. Desta maneira, a aparência de entretenimento camufla a proposta didática presente.


CONTOS: Narração densa e breve de um episódio da vida, mais condensado do que a novela e o romance. Em geral, não apresenta divisão em capítulos. O conto tem uma estrutura fechada, com um número reduzido de personagens, a linguagem é simples e direta, não se utiliza de muitas figuras de linguagens ou de expressões com pluralidade de sentidos e possui apenas um clímax. Ao contrário da novela ou do romance, na qual a trama desdobra-se em conflitos secundários. O conto é conciso*.


Como sugestão de leitura, para compreender e conhecer sobre esses diferentes gêneros literários, eu indico o livro de Celso Sisto - Mãe África no qual o autor reúne diversas histórias do continente africano, ressaltando a diversidade de etnias presente no continente. e valorizando as narrativas oriundas da tradição oral. Os leitores ainda terão o prazer de conhecer sobre a religiosidade e espirutualidade presente no cotidiano africano, um pouco da saborosa culinária, dos saberes e da linguagem presente no continente, os quais exercem grande influência na cultura brasileira. É um ótimo livro para trabalhar a Interdisciplinaridade nas escolas. Envolvendo as diversas ciências e expressões artísticas é possível elaborar atividades diversas e significativas, além de valorizar a diversidade étnica em sala de aula e contribuir para o conhecimento da cultura africana que muito se entrelaça com a nossa.
Vocabulário

*Conciso: Que exprime muitas coisas com poucas palavras. Breve; curto; denso; preciso; sucinto.
*Iverossímel: Inacreditável; incrível.
*Maniqueísmo: Filosofia dualística que divide o mundo entre Bem, ou Deus, e Mal, ou o Diabo.


Referências:

ARAÚJO, Ana Paula (2007). Conto. Acesso em 12 de janeiro de 2010, disponível em: http://www.infoescola.com/redacao/conto/;
ARAÚJO, Ana Paula (2007). Mito ou Lenda?; Acesso em 12 de janeiro de 2010, disponível em: http://www.infoescola.com/redacao/mito-ou-lenda/;
ERNANI, Terra; NICOLA, José. Gramática, Literatura e Produção de Textos para o Ensino Médio. São Paulo - SP, 2° Edição, Ed. Scipione, 2003.
OLIVEIRA, Cristiane Madanêlo. Estudo das Diversas Modalidades de textos Infantis. [online] Disponível na internet via WWW URL: http://www.graudez.com.br/litinf/textos.htm Capturado em 12/1/2010;
STRECKER, Heidi. Conto: Características dos gêneros literários. Acesso em 12 de janeiro de 2010, disponível em: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u25.jhtm.



domingo, 13 de dezembro de 2009

África Brasil - Origens Africanas num país chamado Brasil!

Neste vídeo, você conhece o trabalho de música realizado pela Educadora Nota 10 de 2008, Luciana Nascimento Santos, de São Paulo. As crianças conheceram as origens africanas da música brasileira, aprenderam a tocar instrumentos de percussão, fizeram uma pesquisa sobre imagens e figurinos das danças tradicionais e estudaram a capoeira.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Etnomatemática

A matemática cumprindo o seu papel de respeito a diversidade étnica no âmbito educacional.
Através de um currículo dinâmico é possível levar para sala de aula brincadeiras e jogos de origem indígena e africana que irão facilitar a aprendizagem de conteúdos matemáticos. Além de diversificar a prática pedagógica, contextualizando os diversos conceitos matemáticos, as brincadeiras e jogos servirão para resgatar e valorizar as mútiplas culturas inseridas nos diversos espaços educacionais, que contribuíram para a história e evolução da Matemática. Mais uma forma de "fazer valer" a lei 11.645/08 que torna obrigatório nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Só assim, teremos uma educação democrática e igualitária para todos(as)!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

São Salvador!

Muito estilo, Muito ritmo, Muita jinga, Muita beleza e Muito sabor!


































































Grupo Didá, palavra que em Yorubá significa: "O Poder da Criação". Atitude e identidade feminina negra no Pelô!
Memorial das Baianas


Herdeira dos ganhos, as baianas de tabuleiro, baianas de rua, baianas de acarajé ou simplismente baianas, segundo o costume regional, preservam receituários ancestrais africanos, que têm origem, sobretudo na costa ocidental africana, com destaque para os Iorubá. Verdadeiras construtoras do imaginário que identifica a cidade de Salvador - com suas comidas, sua idumentária, seus tabuleiros e suas maneiras de vender -, essas mulheres monumentos vivos de Salvador e dos terreiros de Candomblé, são um tipo consagrado revelador da história da sociedade, da cultura e da religiosidade do povo baiano.


Mercado Modelo, um resgate da história do Tráfico Negreiro.











Farol da Barra











Vista do Elevador Lacerda!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

O Dia da Consciência Negra é o tema da semana na TV Escola.


Na próxima semana, a TV Escola apresentará uma programação especial pelo Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. De 16 a 22 de novembro, segunda a sexta-feira, a semana temática e o programa Salto para o futuro abordam o tema com uma série de documentários e debates que discutem o racismo por meio de fatos históricos, acontecimentos e análise de conceitos.



Currículo, relações sociais e cultura afro-brasileira são os temas do Salto para o futuro, que exalta as diversas culturas e tem como proposta a incorporação de práticas pedagógicas mais próximas da realidade brasileira. De segunda a sexta-feira, serão apresentados os costumes dos povos africanos e como foram incorporados nas tradições do Brasil, as relações étnico-raciais no cumprimento da lei que torna obrigatório o ensino da cultura afro nas escola, diversidade no currículo escolar, mitos e religiões, e as relações entre África e Brasil.


O programa, com 60 minutos de duração, vai ao ar de 16 a 20 de novembro, às 19 horas, com reprise de 17 a 20 de novembro às 8 horas. A série objetiva impulsionar novas ações e reflexões sobre a diversidade cultural no cotidiano escolar.


De segunda a quarta-feira, três episódios da série Racismo: uma história vão ao ar. Os programas discutem os diversos conceitos de racismo ao longo da história da humanidade.

Manifestações e violência em Los Angeles é um dos episódios da série Dias que abalaram o mundo, que será exibido na quarta-feira, às 21h50. Com três minutos de duração, o documentário relata, por meio de imagens guardadas em arquivo, importantes fatos históricos do século 20.

Na quinta-feira, Camisetas viajando: a história das roupas de segunda mão e a dívida do terceiro mundo mostra o comércio de roupas de segunda mão na Zâmbia e examina as diferenças entre o primeiro e o terceiro mundo.

Três espisódios da série 500 Anos: O Brasil Colônia na tv e mais dois episódios da série Dias que abalaram o mundo serão exibidos na sexta-feira. Os programas mostram alguns dos principais momentos da história, como o ciclo da cana-de-açúcar e a comercialização dos escravos.


O convidado da semana é o professor José Jorge de Carvalho, da Faculdade de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB). Ele discute as causas históricas do racismo e do preconceito no Brasil e o que vem sendo feito para mudar esse quadro. Todos os programas da Semana temática serão apresentados por Marcos França e exibidos às 21 horas, com reprise a 1 hora da manhã.


A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o país e no Portal do MEC. Seu sinal está disponível também nas tevês por assinatura DirecTV (canal 237), Sky (canal 112) e Telefônica (canal 694).